3 de abril de 2017

A Liturgia Adonhiramita

Peculiaridades do Rito Adonhiramita

Algumas das principais peculiaridades do Rito Adonhiramita que o identificam e o diferenciam dos demais Ritos são: A sua profunda espiritualidade;O tratamento de “Am.ʹ. Ir.ʹ.” ; O uso do nome histórico; Adonhiram como personagem central; O Cerimonial do Fogo; O uso de velas e não de lâmpadas; O pé direito à frente na marcha do Grau; As doze badaladas; O revigoramento e o adormecimento da Chama Sagrada; O uso das luvas brancas; O uso da gravata branca; A posição dos AAm.ʹ. lIr.ʹ. VVig.ʹ.; A posição das CCol.ʹ. J e B; A abertura do L.ʹ. da L.ʹ. no evangelho de João; A formação do Pálio; A Cerimônia de Incensação; A proteção mística do Am.ʹ. Ir.ʹ. Cobr.ʹ. Int.ʹ.;O uso do sinal do G.ʹ. na circunavegação; A circunavegação em forma do símbolo do infinito; O uso do chapéu em todas as sessões pelos MMestr.ʹ.; O uso da espada pelos MMestr.ʹ., a palavra de Aclamação , além de muitas outras particularidades que fazem o Rito Adonhiramita singular, místico e esotérico.

Fundamentos e tradições do Rito Adonhiramita

Este Rito é histórico e tradicional de profunda espiritualidade. Têm por base teológica os mistérios egípcios, a volta dos judeus do cativeiro e as verdades bíblicas reveladas no Antigo e Novo Testamento, particularmente, no que concerne à construção do Templo de Salomão e às origens do Cristianismo, com atenção especial voltada para os aspectos proféticos e apocalípticos de ambos os documentos sagrados. Podemos constatar esta profunda espiritualidade ainda no Átrio, quando da entrada ao Temp.´., no momento em que o Am.ʹ. Ir.ʹ. M.ʹ. de CCer.ʹ. diz: “… Silêncio meus AAm.ʹ. llr.ʹ.! Eu vos peço um momento de reflexão a fim de ingressarmos no Templ.ʹ.. Neste momento observa-se uma viagem interior, o V.I.T.R.I.O.L. cuja tradução é: “Visita o interior da Terra e, retificando-se, encontrarás a Pedra Oculta”. É uma viagem solitária e profunda, um resgate dos mais puros valores inerentes ao ser, à busca do universo interior, a busca do “conhece-te a ti mesmo”. Uma viagem para a qual, as condições sociais profanas, a cor, a raça, os credos religiosos e políticos, assim como os metais que distinguem o rico do pobre, tornam-se fardos desnecessários e incômodos. Forma-se então, a Egrégora, uma reflexão agora coletiva elevada ao Supremo Criador dos Mundos, desejando a paz entre os homens, que todos possam se transformar em homens de boa vontade, que os desesperados encontrem a esperança e os tiranos possam encontrar o caminho da justiça.
O tratamento de “Am.ʹ.Ir.ʹ.” e o uso do Nom.ʹ. Hist.ʹ. no Rito Adonhiramita
“Am.ʹ. Ir.ʹ. “era o tratamento usado entre os adeptos das comunidades religiosas mais antigas, para significar o apreço, o respeito e a confiança mútua entre esses adeptos. Era o tratamento escolhido pelos primitivos cristãos, até para se identificarem entre si; tratamento este que ainda hoje é empregado pelos pregadores cristãos, ao se dirigirem ao público dentro das Igrejas e Templos. Tratamento este que deverá ser conquistado pelos méritos maçônicos de cada Ir.ʹ..Sejam quais forem as relações que um maçom tiver com o outro é proibido usar de outra denominação que não seja a de Am.ʹ. Ir.ʹ., isto basta para o elogio na Maçonaria, porque este nome sagrado, encerra em si, todos os sentimentos bons de que o coração humano é capaz de vivenciar. O Nom.ʹ. Hist.ʹ. é de todo útil, no momento da iniciação e durante toda a vida maçônica, receber a guarda, a proteção e o exemplo de espíritos luminosos que, ricos de virtudes nesta vida, sobretudo como maçons, se comportam, de certo modo, como Anjos-da-guarda, mensageiros fiéis do G.ʹ.A.ʹ. D.ʹ. U.ʹ. Por isso, no Rito Adonhiramita, a cada Ir.ʹ., quando de sua iniciação, é atribuído o nome de um personagem virtuoso em prol da Humanidade, da Pátria, da Sociedade, etc., Maçom ou não, e que já tenha partido para o Oriente Eterno, para ser seu Patrono, absorvendo-lhe o nome a que denominamos “Nome Histórico”. Com esse Nome Histórico, o Ir.ʹ. é batizado em momento próprio da Iniciação com os seguintes dizeres: “E para que de profano nem o vosso nome vos reste, eu vos batizo com o Nome Histórico de….” A prática tem grande valia para o sigilo e a preservação da identidade civil, ao mesmo tempo em que constitui um símbolo de profunda significação. Se a Maçonaria tem por objetivo transformar o homem profano no homem iniciado, o gesto de lhe dar um novo nome por ocasião da iniciação está a indicar que ele, dali em diante, deve se transformar num novo ser.

A denominação Adonhiramita

De acordo com a Bíblia, HIRAM era o arquiteto que se encarregara dos projetos da construção do Templo de Salomão, filho da viúva de NEFTALI. A seu lado havia outro HIRAM, enviado pelo rei de Tiro, que fornecera a Salomão grande parte dos materiais utilizados na obra. Já ADONHIRAM, filho de Abda, era o funcionário encarregado dos tributos na corte de SALOMÃO, por este estar incumbido do recrutamento dos operários quando da construção do Templo. Como tal, vem designado no 1º Livro dos Reis, Cap. IV com o título de “preposto às corvéias”. ADONHIRAM era a pessoa que recrutava os operários, selecionava-os, dividia-os segundo suas capacidades ou necessidades da obra e, por certo, também lhes pagava o salário, até porque era o tesoureiro de SALOMÃO. Sendo assim para nós ADONHIRAMITAS é o personagem central da Construção do Templo de Salomão.
O Cerimonial do Fogo
Dos quatro elementos tradicionais: terra, água, ar e fogo, o fogo é tido como princípio ativo ou dinâmico, transformador, germe da geração, é o mais puro, animador e fonte energética. Simboliza a força impulsionadora do universo, além de movimento e energia. Seu movimento é para o alto, ascendente, e seu poder é de criação por transformação. O Cerimonial do Fogo alude a uma invocação ao Senhor de Todas as Luzes, ao G.ʹ.A.ʹ.D.ʹ.U.ʹ. cujos atributos infinitos estão novamente sintetizados nas três palavras pronunciadas, por cada uma das Luzes da Loj.ʹ. Ven.ʹ. Mestr.ʹ. – Sabedoria; 1° Vig.ʹ. – Força; e o 2° Vig.ʹ. – Beleza.

A razão de utilizar velas e não lâmpadas

As velas que usamos, sempre de cera pura de abelhas, como manda a tradição, emitem uma chama pura e sem fuligem, emitem fogo, o que não acontece com as lâmpadas elétricas. O fogo sempre acompanhou a humanidade desde os mais primitivos ancestrais, e nesta sua marcha através da história foi assumindo sempre mais o aspecto de ligação entre o homem e os espíritos, entre o homem e o G.ʹ.A.ʹ.D.ʹ.U.ʹ.. O fogo, desde que o homem começou a percebê-lo conscientemente como um dos elementos da natureza, foi sempre olhado como um elemento mágico e de origem divina, motivo pelo qual, seu simbolismo foi mantido em nossas cerimônias.
O pé direito à frente na marcha do Grau
Simbolicamente o lado direito é ativo, positivo, criativo, masculino e representa o poder de realização, enquanto o lado esquerdo é passivo, negativo, receptivo, feminino e representa a capacidade de modelação. Romper a marcha com o pé direito, representa que o nosso poder criativo, masculino, positivo, se sobrepõem aos nossos aspectos negativos que devem ser submetidos à nossa vontade e superados com a prática das virtudes. Em simbologia, o lado direito sempre esteve ligado ao poder da Luz, e o lado esquerdo ao poder das Trevas. Todavia, nada tem a ver com superstições, mas sim, posturas que guardam um sentido simbólico.

Doze badaladas

Antigamente, na Maçonaria, o sino era de uso comum nas Cerimônias das Lojas Simbólicas, a fim de anunciar a hora dos trabalhos. O Rito Adonhiramita, procurou coexistir com o seu uso, não perdendo a tradição dos antigos, assim como a tradição religiosa e os costumes iniciáticos dos mistérios. Em muitas civilizações antigas, o sino era utilizado no sentido de conclamar todos os seres humanos, e, também, os sobrenaturais, além de evocar as Divindades, se tornando daí, o símbolo do chamamento ao G.ʹ. A.ʹ. D.ʹ. U.ʹ.! Assim, juntamente com a Cerimônia de Incensação o Cerimonial do Fogo e as Doze Badaladas harmonizam as vibrações místicas e esotéricas da egrégora formada em sintonia com a Luz Maior emanada pelo Supremo Criador dos Mundos.
O revigoramento e o adormecimento da Chama Sagrada
O revigoramento e o adormecimento da Chama Sagrada simbolizam a ligação do antigo com o novo, a continuidade e a ligação com o G.ʹ.A.ʹ. D.ʹ.U.ʹ., em consciência compartilhada e identidade comum. Desde os antigos tempos a cultura da Chama Sagrada era tida como primordial e essencial para a busca e manutenção da harmonia e da paz, tanto para os lares, quanto, até mesmo, para as cidades da antiguidade.
O uso das luvas brancas

As luvas brancas representam a candura que reina na alma do homem de bem e a pureza de seus atos, de coração e intenções. Motivo pelo qual o Am.ʹ.Ir.ʹ.M.ʹ. de CCer.ʹ. antes da entrada ao Temp.ʹ., exclama: “… Meus AAm.ʹ. llr.ʹ., se desde a meia-noite, quando se encerraram nossos últimos trabalhos, se conservastes vossas mãos limpas, calçai as vossas luvas…”. O calçar das luvas é para que as mãos de todos os obreiros fiquem iguais. Tornam as mãos calejadas do operário, tão macias quanto às mãos do intelectual, do médico, do engenheiro etc, assim como se igualam pelo uso uniforme das outras peças do vestuário. As luvas simbolizam a pureza que deve estar presente em todos os atos de um maçom. Pela mão direita se dá pela esquerda se recebe. Dá-se com pureza e recebe-se com pureza.
A gravata branca

A gravata branca, por sua cor, está associada à paz e guarda a sua origem na aristocracia francesa. Na prática, a gravata é uma peça da indumentária e de criação recente, inspirada nos cordéis utilizados para o fechamento das camisas antes da invenção dos botões, que terminava em um laço à altura do pescoço. Logo, a gravata é um complemento da camisa, e assim, parte integrante da mesma. Sendo a camisa branca, consideramos que a gravata também deve ser branca para se manter em harmonia interior.
Onde se colocam os VVig.ʹ. e porque desta posição?
No Oc.ʹ., para melhor observarem a passagem do Sol pelo meridiano. O Sol vem do Oriente, e, portanto, para observá-lo, os VVig.ʹ. devem, ambos, estarem postados numa mesma linha, de frente para o Oriente, o que só pode ocorrer se eles estiverem sobre o mesmo meridiano. Por isso, os dois VVig.ʹ. no Rito Adonhiramita se posicionam ao Ocidente, numa mesma linha, perpendicular à linha do Equador Or.ʹ. – Oc.ʹ. no mesmo meridiano.

Porque no Rito Adonhiramita, as CCol.ʹ. J e B ficam em posições invertidas em comparação com outros Ritos?

Os estudiosos do Rito afirmam que a posição das CCol.ʹ. J e B, e dos próprios VVig.ʹ., se deu quando das primeiras “revelações dos segredos da maçonaria”, ou seja, em 1730, quando foi publicado na Inglaterra, o livro Maçonaria Dissecada, de autoria de Samuel Pritchard.Esta obra em questão foi o fruto da traição perpetrada pelo autor que a 13 de outubro de 1730, prestou depoimento juramentado perante um magistrado, no qual relatava detalhes de sua iniciação na Maçonaria, inclusive ao Grau de Mestre. O livro continha todos os sinais, toques e palavras utilizados à época, bem como citava HIRAM, as marchas e todo o acervo sigiloso. Esta traição obrigou a Ordem a processar algumas mudanças necessárias a confundir os curiosos profanos “bem informados”, que se utilizando de tais informações demandavam a invadir as Lojas como se fossem verdadeiramente iniciados. Alguns autores vêem nestas mudanças a origens das diferenças existentes entre o Rito Adonhiramita em relação aos demais Ritos no que se referem à posição das colunas, os respectivos vigilantes e todos os detalhes oriundos de suas posições. O Rito Adonhiramita permaneceu fiel motivo pelo qual, em comparação com alguns ritos, se constata que as CCol.ʹ. e algumas funções estão invertidas. Todavia, mesmo havendo, comparativamente, a inversão das CCol.ʹ., os AAm.ʹ. Ilr.´. AApr.ʹ. continuam na Col.ʹ., da Beleza, ou seja, na Col.ʹ. do 2° Vig.ʹ..
A abertura do L.ʹ. da L.ʹ. no Evangelho de João

O Evangelho de João é o mais profundo dos quatro Evangelhos, cuja terminologia significa “Boa Nova”, e é o mais místico, o que mais causou polemica devido a sua linguagem e filosofia. Todas as correntes ortodoxas do cristianismo primitivo, destacando os antigos Gnósticos, se apoiavam nos escritos de João. A espiritualidade é tema fundamental para o Rito Adonhiramita, assim como a tradição, e por esta, registra-se que primitivamente todas as Lojas de origem Francesa abriam o L.ʹ. da L.ʹ. no Evangelho de João.”Houve um homem enviado por Deus que se chamava João.” Este João, é o Batista, ou seja, aquele que batizava, que iniciava aos antigos mistérios. Lembrando ainda, que no momento da abertura do L.ʹ. da L.ʹ. a leitura do texto sagrado e a colocação do esq.ʹ. e o comp.ʹ. na posição do grau, o Am.ʹ. Ir.ʹ. Orad.ʹ. está protegido pelo Pálio.
O Pálio
No Rito Adonhiramita, o Pálio, é formado, tal qual uma pirâmide, pelo Am.ʹ. Ir.ʹ. M.ʹ. de CCer.ʹ. juntamente com um M.ʹ. da Col.ʹ. do S.ʹ. e outro M.ʹ.da Col.ʹ. do N.ʹ.. Estes AAm.ʹ. llr.ʹ. o formarão postando suas espadas como extensão de seus braços direitos estendidos em ângulo de 52°, tocando-se e cruzando-se no alto sobre o Alt.ʹ. dos JJur.ʹ. e o Am.ʹ. Ir.ʹ. Orad.ʹ.. Estando na abertura, a espada do Am.ʹ. Ir.ʹ. M.ʹ. de CCer.ʹ. por baixo das demais, dando sustentação, e no encerramento, por cima das demais, sobrepondo-as. As espadas, como condutoras de energias em forma de pirâmide, voltadas para cima, estão absorvendo as energias do alto, protegendo a abertura do L.ʹ. da L.ʹ. pelo Oc.ʹ. pelo S.ʹ. e pelo N.ʹ. deixando livre apenas o lado do Or.ʹ. do qual se emanará a Luz e a onipresença do G .ʹ. A.ʹ. D.ʹ. U.ʹ..
A Cerimônia da Incensação
A Incensação tem origem nos mais remotos costumes religiosos da civilização humana. Esta cerimônia representa uma espécie de profilaxia ambiental, a Incensação deixa o ambiente físico do Templo impregnado do agradável odor da essência utilizada, tais como Benjoim, Mirra e Incenso entre outras. A incensação tem como valor simbólico a associação do homem à divindade, do finito ao infinito e do mortal ao imortal. Ao espargir a fumaça se está purificando o ambiente tanto no sentido físico por tratar-se de substância com propriedades anti-sépticas, como espiritual, pois o incenso tem a incumbência de elevar a prece para o céu. A incensação gera uma atmosfera de aroma agradável e magnetiza com fluidos benéficos os obreiros e o ambiente, contribuindo para a formação da egrégora e propiciando à reflexão. No ato da Incensação são invocadas as três palavras que sintetizam atributos do G.ʹ. A.ʹ.D.ʹ.U.ʹ. SABEDORIA, FORÇA e BELEZA. Por esses motivos, é que, ao nos incensarmos, nos limpamos nos purificamos a nós e ao ambiente, favorecendo a permanência da egrégora. Também, se torna necessário lembrar que durante a cerimônia da incensação, depois que o Am.ʹ. Ir.ʹ.M.ʹ. de CCer.ʹ. efetua a incensação do Templ.ʹ. e de todos os llr.ʹ. ele troca de lugar e função com o Am.ʹ. Ir.ʹ. Cobr.ʹ. e este, com a porta entre aberta, sem sair do Templ.ʹ. incensa o átrio. Esta tarefa de incensar o átrio somente pode ser executada pelo Am.ʹ. Ir.ʹ. Cobr.ʹ. porque ele é o único que está protegido e capacitado mística e esotericamente para se expor às energias que circulam fora do Templ.ʹ..Tanto é que o nosso próprio ritual aconselha que este cargo seja ocupado pelo ex-Ven.ʹ. Mestr.ʹ. mais recente, pois este, dentre todos, é quem possui os atributos místicos e esotéricos para suportar tais energias e impedir que as mesmas adentrem o interior do Templ.´..Por este motivo também, é que o Am.ʹ. Ir.ʹ. Cobr.ʹ. ocupa o seu lugar sobre a linha simbólica do equador, de frente para o Ven.ʹ. Mestr.ʹ. invertendo a polaridade das energias, ou seja, atraindo para si, todas as energias negativas que excedam o suportável pela Egrégora da Loja, como se fosse um para-raios.A própria troca de funções do Am.ʹ. Ir.ʹ. Cobr.ʹ. com o Am.ʹ. Ir.ʹ. Mest.ʹ. de CCer.ʹ. através do giro, é um ato personalíssimo do Rito Adonhiramita, pois ambos se interligam formando um X (xis) com as mãos, ou seja, mão direita com mão direita e mão esquerda com mão esquerda, doando e recebendo, ao mesmo tempo em que, girando, as energias e atributos são permutados qualificando um e outro para sequência cerimonial. Destrocando logo em seguida, na mesma forma.

A circunavegação

Realizamos a circunavegação com o Sin.ʹ. do Gr.ʹ. uma vez que não seria possível ao Obr.ʹ. caminhar com o Sin.ʹ. de Ord.ʹ. pois neste, o Obr.ʹ. necessita, além de estar com o Sin.ʹ. do Gr.ʹ. estar também com os pp.ʹ. em esq.ʹ. formando a tríp.ʹ. esq.ʹ. com o p.ʹ. dir.ʹ. voltado para a frente. Assim procedemos e desde que o Obr.ʹ. não esteja conduzindo material litúrgico, quando então fica dispensado do Sin.ʹ. do Gr.ʹ.. A circunavegação, é realizada em forma do símbolo matemático do infinito visto que este símbolo representa, esotericamente, a estrada do tempo e da continuidade da vida, pois todo começo contém em si o fim, e todo fim contém em si o começo. É o caminho do constante renascimento. E o Rito Adonhiramita, por sua profunda espiritualidade, filosofia mística e esotérica, concede ao seu adepto a possibilidade de caminhar nesta senda na busca do conhecimento, da evolução e aprimoramento espiritual.
MMestr.ʹ. usam chapéu em todos os Graus do Simbolismo
O uso do Chapéu na Maçonaria é bem antigo; estes, conforme nos narra a história, surgiram para substituir as antigas carapuças usadas na Idade Média. Os Chapéus foram primeiro usados pelos sumérios e os egípcios na Antiguidade e posteriormente pelos gregos que usavam um chapéu de palha de fundo pontudo que era denominado de “THOLIA”, e só se tem conhecimento do seu uso na Europa após o século XVII. Na Maçonaria, o Chapéu passou a ser usado a partir do século XVIII como símbolo hierárquico e esotérico. A maçonaria ocidental é também chamada de maçonaria salomônica, devido ao fato da influência judaica ser indiscutível em sua base filosófica.Trazendo da influência cabalística, o uso do chapéu como forma de cobertura da primeira Sephirah da Árvore da Vida, como faz o povo semítico nas cerimônias de culto ao Deus Único. O chapéu assume assim dois significados. O primeiro, de origem cavalheiresca, advém da tradição que remonta ao início do século XVIII da qual somente os pertencentes da aristocracia tinham o direito de usar chapéus, sendo a princípio tolerado como uma regalia. O segundo, de caráter esotérico, simboliza que apesar da eterna busca da verdade, a inteligência humana reconhece seus limites ante o grande mistério da criação, motivo pelo qual devemos nos descobrir quando seja feita menção ao G.ʹ. A.ʹ. D.ʹ.U.ʹ..
MMestr.ʹ. usam espada em todos os Graus do Simbolismo
O uso da espada é símbolo de autoridade de uma casta distinta e considerada nobre em todas as sociedades antigas, os guerreiros. Quando o Rito de Heredon, fonte de origem do Rito Adonhiramita, Escocês Antigo e Aceito e o Moderno, foi introduzido na França, era praticado quase que exclusivamente por membros da aristocracia, pessoas que possuíam o direito do uso da espada, símbolo naquela época, de condição social elevada. Dos Ritos que tiveram origem no Rito de Heredon, somente o Adonhiramita permaneceu fiel à tradição dos MMestr.ʹ. usarem a espada e o chapéu em todos os graus do simbolismo. Devemos esclarecer também que, muito embora o uso das espadas tenha se originado na aristocracia francesa, não é por este motivo que o Rito Adonhiramita a mantém em suas cerimônias. Tão pouco tem ligação a ser guerreiro ou militar! Seu uso no Rito Adonhiramita se dá exclusivamente ao misticismo e esoterismo relacionados aos efeitos geomagnéticos, uma vez que todo o desempenho do Rito Adonhiramita, interfere diretamente em correntes energéticas. Devido a isto, é que o Am.ʹ. Ir.ʹ. (Nom.ʹ. Hist.ʹ.) Dig.ʹ. Cobr.ʹ. neste exato momento, assim como durante todo o tempo em que permanece sentado, estará com a sua espada voltada com a lâmina para baixo em contato com o solo, descarregando as energias que absorve na função de para-raios, conforme já mencionado anteriormente.
A palavra de Aclamação
A palavra de Aclamação Vivat (pronuncia-se Vivá) é a antiga saudação utilizada ainda no inicio do Século XVIII. No Rito Francês ou Moderno, após a Revolução Liberal de 1789, ela foi substituída pela aclamação Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Vivat tem o mesmo significado da saudação escocesa que se pronuncia Huzzé, Huzzé, Huzzé, cuja tradução do hebraico é Vivá, Vivá, Vivá, que em latim corresponde ao Vivat, Vivat, Vivat. Vivat deriva do verbo Latino ‘Vivere’ significando “VIDA” e expressa o profundo querer por tudo o que existe. Os três Vivat, correspondem a estes três pedidos: “Que Ele viva. Que todas as pessoas vivam, que toda a criação viva”. Podemos lembrar-nos de outras peculiaridades do Rito Adonhiramita, como o estalar dos dedos na aclamação, a subida um a um dos degraus na circunavegação, a ausência das CCol.ʹ. Zodiacais, a entrada em Procissão, a forma de executar a bateria do grau, além da cena da traição e da câmara ardente na Sessão Magna de Iniciação. AAm.ʹ. llr.ʹ. em todos os seus graus e qualidades, estas são algumas das principais peculiaridades da ritualística e da liturgia do Rito Adonhiramita que o identificam e o diferenciam dos demais Ritos. Mas deixamos bem claro, que estas peculiaridades não o tornam nem melhor e nem pior que os demais ritos, apenas diferente, mas, com o mesmo objetivo de todos os Maçons e da Maçonaria Universal, a busca do aperfeiçoamento de todos os seres humanos.